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História da Cidade

A história do Município de Turvânia inicia-se no ano de 1930 com o aparecimento dos primeiros habitantes, que se fixaram às margens do Córrego Poções, construindo seus ranchos de pau-a-pique, cobertos com folhas de buritis. As dificuldades eram predominantes naquele ano, a tristeza era absoluta; havia somente 03 (três) ranchos que pouco pareciam com habitações humanas.

Com o passar dos tempos, novos habitantes foram chegando, construindo seus ranchos, estabelecendo morada e trabalhando a terra. A cada ano que passava as habitações iam aumentando e aquelas pequenas casas de madeira rústica construídas quase que uniformemente começava a tomar forma de povoado que para surpresa de muitos, dez anos mais tarde, o mesmo já contava com uma farmácia onde os enfermos procuravam seu proprietário, Sr. João Bueno, para fazer seus medicamentos. Como não tinha um hospital nas proximidades, esta farmácia era tida como a salvadora da população, contudo o estabelecimento farmacêutico funcionava precariamente em um ranchinho à beira do Córrego Poções. Já nesta época, algumas casas construídas de adobe e cobertas com telhas de barro começaram a aparecer e junto com estas casas apareceram os primeiros botequins, onde a aguardente predominava.

Em 1943, aquele aglomerado de ranchos e palhoças passou a chamar-se Poções, nome dado tendo em vista o córrego que o banhava denominar-se assim, elevando-se a categoria de povoado da então Comarca de Anicuns. A elevação deu-se através da doação de uma gleba de terras, cuja área era de aproximadamente 40 alqueires pelo Sr. Gregório Vieira da Cunha a Igreja Católica Apostólica Romana, que foi construída rusticamente com madeiras e folhas de buritis, neste mesmo ano. Todavia as dificuldades ainda perduraram. A falta de medicamentos e a não existência de estradas de rodagem, faziam com que os homens abrissem picadas entre as matas para alcançar as cidades mais próximas. A epidemia de maleita matava muito e a falta de transportes fazia com que os enfermos mais graves fossem levados em bangüês até a cidade de Nazário à cata de medicamentos, cujo percurso a pé durava dois dias.

A falta de casa de detenção fazia com que os desordeiros, criminosos e ladrões fossem amarrados e presos no tronco de uma árvore denominada capitão, que existia ao lado da igreja.

A fauna era rica e variada, tanto que muitas vezes manadas de antas e capivaras destruíam a lavoura. Era possível ver com frequência manadas de emas, galheiros e cervos pastando pelos campos. As queixadas roncavam, os mutuns entristeciam o por do sol com seu gorjear e o famoso Rio Turvo transbordava com tantos peixes das mais variadas espécies.

Os anos se passaram, o povoado Poções crescia e progredia, seus habitantes trabalharam, lutaram, enfrentaram o mato, doenças e diversos tipos de dificuldades sempre buscando a evolução. A cada dia que passava, a cada minuto que corria, crescia o amor àquele pedaço de terra e brotava o sentimento da liberdade, e a vontade de se ter um líder, um representante legal que zelasse pelo povo e pelo povoado, também era real no coração de cada um. Poções precisava de um PREFEITO. Mas como desvincular-se de sua Comarca, se os elos que os uniam eram difíceis de se desfazer?

Os bravos políticos da época, inteligentes e astutos como eram, decidiram que lutariam democraticamente para que o povoado Poções fosse elevado à município e tivesse sua emancipação política. Lutaram, lutaram muito, e para alegria de todos, no dia 14 de Novembro de 1958, por força da Lei Estadual nº 2.112, o povoado foi então chamado pela primeira vez de município sendo batizado de TURVÂNIA, nome que foi dado em função do Rio Turvo.

Após a sanção da referida lei, foi nomeado o seu primeiro Prefeito Municipal, o Sr. Herculino Gomes Arantes, homem de grande estima e largas posses, filho daquela abençoada região.

As coisas foram acontecendo espontaneamente, e com isso o progresso chegava cada vez mais rapidamente. Vários benefícios foram adquiridos, todavia uma coisa ainda nos prendia ao município a que pertencíamos. Todos os atos da justiça pública ainda era tratado em Anicuns. Daí a decisão de trazermos para cá a nossa Comarca e isso foi possível através da Lei Estadual nº 7.250, publicada no D.O.E. nº 10.676 elevando Turvânia à Comarca, sendo instalado no dia 22 de março de 1970, sendo seu primeiro juiz o Dr. Aluízio Ataíde de Souza, o qual assumia por 10 (dez) anos o Poder Judiciário e na sequência sendo transferido à capital do estado.

No rol dos batalhadores pela criação e desenvolvimento do município de Turvânia, destacamos: Gregório Vieira da Cunha, Herculino Gomes Arantes, João Mariano da Silva, Manoel Hilário dos Santos, Emiliano Pereira Nunes, Petrônio Francisco Cabral, Caleb de Melo, Paulo de Carvalho e outros. Graças a esses eméritos trabalhadores, Turvânia hoje se apresenta como uma das mais profícuas e progressistas comunas da chamada região do Mato Grosso Goiano, celeiro gigantesco de uma grande fonte de diversas.

Texto: Wanderlan Mariano

Bandeira de Turvânia – Goiás

      

 Brasão de Turvânia – Goiás

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